Anticoncepcionais e saúde da mulher

A glândula Hipófise comanda o ciclo menstrual feminino através da secreção dos hormônios FSH e LH. Esses hormônios são glicoproteinas e são sintetizados através de aminoácidos da dieta. Eles atuam nos ovários orquestrando a produção de estrógeno e progesterona, que por sua vez atuam na maturação e liberação do óvulo para ser fecundado, gerando uma gravidez, ou para ser eliminado na menstruação. O estrógeno e a progesterona são sintetizados a partir da molécula de colesterol (produzimos colesterol em todo o corpo). Algumas mulheres apresentam alimentação altamente inflamatória (seja vegana ou onívora) e seu ciclo é desregulado, o que gera enormes transtornos: ovários policísticos, transtornos de humor, aumento de peso.






O uso de anticoncepcionais (hormônios sintéticos) acaba interferindo no ciclo natural feminino, gerando aumento de peso, acne, alterações de humor, piorando os ovários policísticos dentre outros problemas. Existem alguns anticoncepcionais que prometem resolver tais problemas, mas às custas de um bloqueio no eixo hormonal da mulher. Claro que o controle da natalidade é importante, mas o risco do uso dos anticoncepcionais é enorme: estudos associam elevação do risco de trombose, embolia pulmonar e até câncer de mama.

Equilibrar o ciclo menstrual através da alimentação, de exercícios físicos, da Yoga tem se mostrado bastante eficaz para que as mulheres conheçam de fato seu período fértil. A decisão de usar ou não será sempre da mulher, mas é importante medir riscos e benefícios conversando com seu médico.

Fora do Brasil existe um método alemão por termômetro bastante eficaz chamado Daysy, que mede a temperatura todos os dias por um mês e desenha o ciclo menstrual da mulher para que ela saiba seu período fértil e pode ser acoplado ao iPhone.

A INDÚSTRIA DOS ANTICONCEPCIONAIS 

A indústria de anticoncepcionais hormonais movimenta muito dinheiro e compromete a saúde da mulher. Na Medicina aprendemos como sendo algo normal usar remédios, que existem vários tipos de pílulas, mais fracas , mais fortes, pra tratar acne, pra tratar endometriose também. Por muito tempo prescrevi, mas sempre com um aperto no peito, falando pras pacientes dos riscos. Nada melhor do que conhecer seu corpo, seu ciclo hormonal e evitar drogas ou métodos invasivos.

Mas e o DIU?

O DIU é um método contraceptivo invasivo, porém muito usado. Vamos falar sobre ele. DIU significa “dispositivo intrauterino”. É um dispositivo de plástico em forma de T, que é introduzido pelo médico ginecologista no útero. Ele pode ser revestido por cobre ou por progesterona. O DIU de cobre funciona impedindo que o óvulo fecundado se fixe no útero e diminuindo a eficácia dos espermatozoides através da ação do cobre, inflamando o endométrio e perturbando a fecundação. Este tipo de DIU fornece uma proteção durante um período de aproximadamente 10 anos.

O DIU hormonal, por ação do hormônio, dificulta as ovulações e impede que o ovo se fixe no útero, espessando o muco do colo do útero de modo a formar uma espécie de tampão que impede os espermatozoides de chegarem lá, evitando assim a fecundação. Este tipo de DIU confere uma proteção por um período de até 5 anos.

O DIU de cobre também pode provocar o aparecimento de menstruações mais longas, com maior hemorragia e mais dolorosas, apenas em algumas mulheres, principalmente nos primeiros meses após a inserção do DIU.
O DIU hormonal, além destes efeitos colaterais também pode provocar redução do fluxo menstrual ou ausência de menstruação ou pequenas saídas de sangue menstrual, chamadas de spotting, espinhas, cefaleias, dor e tensão mamária, retenção de líquidos, cistos do ovário e aumento de peso. A falha do DIU de cobre é 2 gestações para 100 mulheres por ano e do DIU com progesterona de 0,2/100 mulheres ano.

Caso ocorra gravidez o aborto espontâneo pode ocorrer em 50-60% das mulheres se o DIU não for retirado.

Consulte o seu médico e pese os riscos e benefícios de qualquer método!

Dr. Carlos Teotônio  

Médico Clínico Geral

Especialista em Nutrologia Clínica

Certificado em Plant-Based Nutrition pela Cornell University

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